Nunca fui o tipo de pessoa que se incomoda tanto com o dia, não que ontem tenha me incomodado, costumo planejar cada centímetro dele.
Acordei as oito da manhã, já estou de férias da escola, com aquela preguiça costumeira. Rastejei até o banheiro e de lá segui a sala onde minha mãe assistia Tv. Fiquei ali, sentada com o note nos braços conversando no MSN. Até ai tudo bem, ou não. Só de lembrar que precisava tomar um banho e seguir ao estagio já me dava dor de cabeça (e olha que meu estagio é dos mais simples, estagio em uma escola estadual, como monitora). Tomei um banho e almocei. Despedi-me da minha mãe e fui pegar o ônibus. Lgo. São Francisco, peguei, passei o cartão, e segui para o fundo me sentar. Minha vontade, ali, era dormir e esperar o ônibus chegar ao centro. Mas, o bom senso falou mais alto, dois pontos antes do meu já estava em pé.
Desci, e fui á escola. Ao entrar, o costumeiro bom dia e assinar o ponto. Até ai, tudo como o planejado e normal para uma quinta-feira. Fui a sala, liguei todas as maquinas, e fiquei encostada a porta. Tentando botar ordem nas crianças que teimavam a entrar.
Comecei a conversar com os inspetores dali, avisando-os que talvez mudasse de escola, todos faziam a mesma expressão. Não deu muito tempo, duas garotas da manhã chegaram e pediram para fazer um trabalho, ok.
A conexão estava péssima, e meu celular sequer tocou (acredite, isso me deixa um tanto chateada), sai da sala e fiquei no corredor.
Não demorou, as consequências de estar naquele período do mês chegaram, um dos inspetores entrou e já fui marejando:
”Que foi Cris…?” Realmente, ele estava preocupado.
“Na…nada…Você gosta de mim?”
Essa foi a resposta, coloquei a foto de um urso pois o vejo assim, pediu para que eu bebesse algo.
Uma meia hora depois, sai da sala e fiquei conversando. Admito, a aquela garrafa de refrigerante ajudou.
Ao sair, coloquei os fones de ouvido na rádio que costumamos ouvir. Mentalmente, ao perceber o sol batendo em meu rosto, por entre as arvores, tentava (sem sucesso) adivinhar quem estava cantando. Corri pela descida da esquina, atravessei a faixa e, como costume, tentei correr até o ponto.
Ele passou rápido, e só parou por que grite para esperar. Agradeci o motorista e segui ao fundo, ainda com o fone de ouvido mentalizava os nomes dos grupos, e seu riso quando eu errava. Sentei ao lado da janela, dois pontos antes do meu, levantei. Me incomodou ver os novos casais e estar com saudades suas e aquela maldita cólica.
Ao descer, e seguir para casa, torcia para você me ligar. Você ligou, por volta do anoitecer, eu queria conversar, desabafar, mas os parentes estavam ao lado. Você disse que não viria, e só isso foi o suficiente para me derrubar.
. E foi isso, por conta desses efeitos, dormi agarrada a sua camisa. Como se você estivesse ali, sussurrava algumas musicas para me acalmar. Dormi, sei que acordei as cinco da manhã, pensando em você.